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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sabrina vs Sandália e Meia Branca #2

O post anterior fez-me acreditar novamente no amor. Foram especificamente os comentários que vocês lá deixaram que me fizeram acreditar que "a tal" pode andar por aí. Passo a explicar: eu não tenho muita paciência para gajas mal dispostas, nem para pãezinhos sem sal. E a verdade é que as senhoras que comentaram o post anterior, revelaram ter a mesma sensibilidade de um pescador das Caxinas, ou do tubo de vaselina que tenho aqui na mesa de cabeceira. Num post em que eu falo de sabrinas e do desaparecimento da Maddie, todas optaram por comentar a parte das sabrinas. Acharam mais importante que eu percebesse quais os benefícios da utilização de um tipo de calçado, do que fazer-me entender que não se brinca com assuntos tão sérios como o de um casal inglês que limpou o sarampo à filha, numas férias no Algarve, só porque ela não queria usar meia branca. E é precisamente isso que vos torna tão especiais, e que me faz acreditar que mais vale ter dez ou quinze 'leitoras comentadeiras' como vocês, do que três autocarros cheios de meninas de coro, que ficam ofendidas quando eu escrevo sobre trânsito intestinal. Vocês são mulheres de barba rija, que estão preparadas para suportar piadas sobre espancamento de focas bebés, ou sobre os benefícios da violência doméstica quando praticada com jeitinho.
Honra seja feita ao único comentário masculino, o do camarada Nunes, que foi a excepção à regra: optou por falar sobre a Maddie. Provavelmente porque ele (ainda) não usa sabrinas. 
E agora o último a meter like na página de Facebook do Blog é um ovo podre.
E não, o tubo de vaselina não é para nada isso.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

#somostodosgordos

Às vezes sinto-me sozinho. Antigamente havia mais gente como eu: gordos, feios, que passam o dia inteiro ao computador a ver pornografia, e que só saem de casa para ir comprar porcarias para comer, ou revistas com artigos sobre Diablo e World of Warcraft. Agora sou só eu. As restantes pessoas da Blogosfera são magras, giras, e escrevem textos sobre moda, jogging, dietas, ginásios e sumos com consistência semelhante à de um pacote de Cerelac misturado com três colheres de sopa de água. E eu para aqui continuo, a embadochar, dia após dia. Estou uma bola. Estou muito gordo. Tão gordo que a minha respiração fica ofegante só do esforço de coçar os tomatinhos meia dúzia de vezes ao dia. E vocês aí, todos giros e elegantes, cheios de corridinhas e ginásios e suminhos. Como eu gostava de também poder gritar aos sete ventos que sou um pão heterossexual, apesar de fazer aulas de Zumba dois dias por semana, e de usar calças de licra para correr. Invejo-vos. Mas um dia isto vai acabar. Um dia vou deixar de me empanturrar em merda e vou ser delgadinho como vocês. Sim, um dia também hei-de ter o colesterol abaixo dos 400. E deixarei de beber cerveja da parte da manhã, e de enfardar pacotes de Pringles o dia inteiro. Um dia vou ser como vocês. Um dia. Aliás, eu gosto tanto de comer, que tenho pena que não tenham atirado com uma cabeça de leitão assado, ou uma travessa de cozido à portuguesa, ao Daniel Alves. É que eu não me contento com uma banana. Sabe-me a pouco. Bananinhas é para vocês, maltinha do ginásio, que bebem iogurtes para regular o trânsito intestinal porque não podem dar puns. Eu não. O meu trânsito intestinal bem pode parecer a segunda circular em hora de ponta, que eu vou-me estar a cagar. Para isso.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os estupefacientes (des)entopem a veia criativa?

A Publicidade está em todo o lado. Da televisão ao email, passando pela caixa do correio e mais recentemente até pelos vídeos na internet, é difícil concebermos uma hora da nossa existência sem de alguma forma sermos confrontados com publicidade. Para quem consome pornografia, às vezes pode até tornar-se bastante desagradável, porque ao estar uma pessoa pronta para ver o vídeo de um um rapaz do Zimbabué a escavacar duas gémeas suecas, aparece um anúncio a medicamentos para regular o trânsito intestinal a dar cabo do clima.
Mas existem alguns anúncios que ficam mais na retina do que outros. E há uma marca que a mim me fascina particularmente. Agora é aquela parte em que vocês, pessoas eruditas e entendidas em matéria de Publicidade, estão a pensar que falo da Optimus, da PT ou da Vodafone. Mas não. Estou a falar da Milka!
Vacas lilases a pastarem nos Alpes, é coisinha para me deixar a pensar que os escritórios da Milka devem ser uma espécie de Woodstock dentro de quatro paredes. Por que raio é que o símbolo de uma marca de chocolates é uma vaca lilás? Provavelmente, porque na altura dos sócios escolherem a imagem da empresa, tinham posto pouco tabaco e a "cena" estava a bater muito. E quase que aposto que o processo criativo da imagem da marca "A Vaca que Ri" não deve ter sido muito diferente, havendo uma única nuance: é que aí a vaca também fumou.