Sabem o que é que me indigna mais ainda do que ter 24 amigos que gostam da página da Mafalda Veiga no Facebook, ou do que ver um cachalote de leggings a subir umas escadas à minha frente? Ver gajas de sabrinas. Eu sei que 85% das pessoas que lêem esta tentativa de Blog são mulheres, e que desse público provavelmente 97% usam sabrinas, mas a seguir a umas Crocs, são a coisa mais desenxabida que uma mulher pode meter nos pés. As sabrinas têm tudo para ser más: são esteticamente feias (aquele laçarote à frente faz-me sempre lembrar os sapatinhos que a Heidi deve usar no meio das montanhas quando vai comprar pão); são pouco higiénicas (com 30º, usar um calçado assim sem meias, deve ser coisa para fazer os pés chegarem ao fim do dia a cheirar a queijo da serra), além de que duvido que sejam confortáveis e seguras (são tão finas, que se pisarem um prego com elas, vão sangrar mais do que uma galinha num arroz de cabidela).
E agora apetece-me falar sobre a Maddie. "Ah, mas o que é que a Maddie tem a ver com sabrinas?" Nada. Então a rapaziada da Scotland Yard vem para o Algarve fazer "escavações" para ver se encontram a miúda? Durante o Inverno investigam teses de rapto, para não terem de tirar a peida do escritório, mas no Verão arranjam sempre uma tese de merda para vir para o Algarve apanhar sol. Se estão à espera de encontrar um esqueleto de um metro e vinte, de sandália com meia branca, podem tirar o cavalinho da chuva. Continuo a acreditar naquela teoria dos que dizem que a miúda já foi avistada em tanto sítio, que a Scotland Yard devia abandonar a tese de homicídio e apostar na tese de InterRail.
E não. Deixem-se de merdas. As sabrinas não são confortáveis. Mal por mal, antes sandálias com meia branca. À turista britânico. Estamos juntos, Madeleine!