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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Julgar um livro pela capa.

É comum dizer-se que não devemos julgar um livro pela capa. Diz-se nos mais variados contextos, como por exemplo a propósito da gorda do 3º Direito, cujas banhas a sair para fora das calças nos fazem lembrar a parte de cima do muffin que comemos ao lanche. No fundo, a expressão significa que o facto de ela se parecer com um cachalote prestes a parir, não quer dizer que interiormente não seja a Madre Teresa de Calcutá. Também ouvimos dizer que 'não devemos julgar um livro pela capa', quando nos levam a comer sushi pela primeira vez. Como se comer peixe cru enrolado em arroz, nos levasse a ter uma epifania que nos fosse fazer acreditar que os bifes de vaca com batatas fritas deviam ter sido extintos no século XVII.
Eu cá não gosto da expressão, sobretudo quando utilizada no sentido literal. É que eu julgo os livros pela capa. Aliás, esse é o critério principal para que um indivíduo estúpido, parvo e sem cultura como eu, pegue num livro. Quem me vê numa Bertrand com ar de especialista, mal sabe que por baixo deste meu ar de intelectual está uma criança, cujo critério na hora de escolher os livros está nas cores e na bonecada da capa. No fundo, se uma besta como eu entrar numa livraria sem nenhum livro recomendado, é mais provável trazer para casa o último do "Bob o Construtor", do que qualquer livro do Saramago, cujas capas são bastante enfezadinhas.
e por ter falado em saramago e aproveitando o embalo quero dizer-vos que me irrita profundamente esta nova mania de os escritores tentarem vincar uma imagem de marca recorrendo a especificidades ao nível da escrita como a não utilização de alguns sinais de pontuação. ou de letras maiúsculas no início das frases. não sei como conseguem. !esquerda a para direita da escrever a começam dia Qualquer