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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Rebranding

Tenho andado com excesso de coisas para fazer. Aliado ao trabalho, o facto de fazer questão de deitar o olho a quase todos os jogos do Mundial - estou neste momento a preparar-me para devorar um apaixonante Honduras vs Equador - também tem contribuído para que a frequência com que tenho actualizado o blog seja mais reduzida. É também por falta de tempo que continuo solteiro. Apesar de ser um espectáculo de gajo, esteticamente bastante agradável à vista, a verdade é que o mais próximo de uma vida romântica que tenho neste momento, são aqueles dois minutos do meu dia em que vou ao Instagram ver as fotos da namorada do Ronaldo (estou a falar da Irina, não é do Jorge Mendes) e da Sara Sampaio.
Ando a pensar fazer um "rebrand" à página de Facebook do Blog. Inicialmente a minha ideia era apenas partilhar lá os textos que escrevo aqui, mas a verdade é que a página acabou por seguir outro rumo, fruto de a minha cabeça estar permanentemente a pensar em merda. Nesse sentido, agora parece-me um bocado estúpido a página chamar-se "Quimera The Blog". E como vocês são pessoas fixes, bonitas e criativas, pensei em pedir-vos sugestões de nomes. Têm? Não, não lhe vou chamar "Mimikas", nem vos vou dar 50€ pelo serviço de consultoria. 
E pronto, agora vou ali torcer pelas Honduras, que apostei 1€ em como ganhavam o Mundial. 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Portfólio

Há dias, em conversa com um amigo, este sugeria-me que criasse um portfólio com os textos que já escrevi nos blogs por onde passei. Segundo ele, este facto poderia jogar a meu favor quando, no futuro, me candidatasse a determinadas ofertas de emprego, nomeadamente na área da Comunicação. Ora, o que se depreende daqui é que até os meus melhores amigos me desejam ver ser enxovalhado. Imaginar o cenário de comparecer numa entrevista de emprego, com um portfólio de textos sobre os cascos da égua minha vizinha de cima, ou sobre recolhas de tampinhas para pôr uma banda gástrica na Adele, é coisa para me fazer corar mais, do que imaginar a Sara Sampaio a pedir-me para lhe passar protector solar nas nádegas, numa praia de Miami. Por norma não vou nervoso para entrevistas de emprego, mas a ideia de entrar num gabinete, com três anos de baboseiras metidos num portfólio, e esperar que me ofereçam um salário ao fim do mês por causa disso, é um optimismo semelhante ao de 90% dos jovens que compram preservativos antes de irem para a viagem de finalistas, e que acabam a estadia em Lloret del Mar a utilizá-los como balões de água que atiram da varanda do Hotel.
Resumindo e baralhando, mais depressa aparecia numa entrevista de emprego vestido com uma lingerie da Victoria's Secret, ou com um vestido do guarda-fatos da Joana Vasconcelos, do que com os textos que já escrevi debaixo do braço, sob forma de auto-atestado de estupidez. Acho que a vergonha seria menor.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Das palavras mal pronunciadas

Estava aqui sentado no meu sófá, a pensar no que haveria de escrever, e passaram-me um cem numbaro de temas pela cabeça. E a escolha acabou por recair num tema que a Rosa Cueca abordou hoje no Facebook do Blog dela: Runiões da Tupperware. Vá, é mentira. O tema foi o dos cidadões que pronunciam mal algumas palavras da língua portuguesa.
Abri uma cerveja (isto só funciona com gasoil), trinquei a minha sandes de mortandela, passei uma véstoria aos canais da TV, e como não estava a dar nada de jeito, tirei o borboto do meu imbigo, ajeitei os ócles, e meti mãos à obra.
Mal comecei a escrever, voceses não imaginam o que me aconteceu: deu-me uma cambria. A sério, grunhi para aqui que nem um porco em plena matança! E depois pensei: estou sozinho em casa, a gritar que nem um maricas, com a minha tshérte da Hello Kitty vestida. Estou a três gatos e um DVD do Diário da Nossa Paixão de distância de me tornar num rabeta da pior espécie, daqueles que comem seladas com paterrabas e bebem sumos detox. Eu sei que cada um usa o rabo como quer, mas, destrocando por miúdos, antes queria ter o meu cheio de almerródias, do que a jogar na mesma equipa que o Carriço. 
Enxuguei as lágrimas. Olhei para a TV e estava a dar o sorteio do Euromilhões. Peguei numa caneta para resistar os numbaros. Saiu o dezasseis. E a seguir o treuze. Nunca jogo no treuze. Puta que pariu as subrestições e mais o azar que não me deslarga.
Pensei para comigo: vou ter de me enterter com outra coisa qualquer. Mas o quê? E disse para mim mesmo: "Pedro! Estás poribido de ir outra vez gastar dinheiro a comprar artigos em sexshops online!" 
E prantes, aqui continuo no sófá, embrulhado nos meus pensamentos. Sabem, um dia hei-de ter uma vivenda germinada. Paredes meias com a da Sara Sampaio ou com a da Catarina Gouveia. Ou, quem sabe, com ambas as duas. Sigo-as no Instagram e fazem-me sorrir muitas vezes. E nem é pelas parteleiras! É mesmo pelas fotos que publicam das viagens, a lember gelados, ou a comer cachorros cheios de batatas, çabolamarionese (é só castrol, oh meninas!). E não, desqueçam lá essas ideias de que elas são "areia a mais para a minha caminete", porque voceses não sabem nem o tamanho do meu camião TIR, nem o da garage delas. Ou julgam que eu só consigo conquistar garotas de pograma?
Ah, e ainda falta um promenor. Prontes, agora já não falta. Já está tudo. Agora vou dormir, antes que tenha um ataque epilétrico por estar tanto tempo seguido ao computador. E tenho de despir a tshérte da Hello Kitty e vestir um pijama mais quente, que já estou para aqui a espilrar.

* As palavras sublinhadas foram sendo adicionadas ao texto original, por sugestão na caixa de comentários ou no Facebook do Blog.