Pronto, é oficial: as putas das melgas chegaram. Há
lá bicho mais irritante?
Dizem que as melgas picam umas pessoas mais que outras, por isso quero desde já aproveitar para agradecer a Deus, por ter feito de mim aquele 1 em cada 10 em quem as melgas arrefinfam o ferrão nem que eu tome banho em Raid Casa e Plantas.
Desde
logo elas irritam porque são tão interesseiras quanto os turistas ingleses no
Algarve: só aparecem em grande quantidade quando vem o calor. Se fizerem um zoom ao
microscópio, aposto que as melgas até têm a marca do
escaldão nas costas, usam sandália com meia branca, e deixam as filhas a dormir em casa quando vão jantar ao restaurante do aldeamento.
Depois, porque para nos chupar sem pedir autorização, já chega o Governo nos impostos. Acho que se deve abominar um bicho que espera propositadamente
que nós estejamos para adormecer, para desferir vôos rasantes a fazer aquele
zumbido irritante que todos vós tão bem conheceis, e que certamente já vos
fez iniciar diversas caçadas a meio da noite. Alguma vez as ouviram fazer este
barulho durante o dia? Claro que não. Elas esperam pela noite para nos pousarem no ecrã do computador ou da TV, feitas putas, e depois levantarem vôo e fazerem um gajo andar com cara de psicopata, com a Nova Gente dobrada ao meio na mão, a olhar para tudo quanto é parede.
Por
último, irritam porque quando lhes limpamos o sarampo, enfiando-lhes com um
chinelo (ou com a Nova Gente) pelo trombil a dentro, ficam
espapaçadas no sítio do homicídio, mergulhadas numa poça de sangue que nos caga
por completo as paredes. Aposto que elas quando morrem, mesmo
já espalmadas na parede, estão ainda assim a fazer-nos aquele gesto obsceno, que se faz com o dedo médio, a mandar-nos para o...
Grandes putas.