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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

My Talking Tom

A minha prima instalou-me a aplicação "My Talking Tom" no iPad. De início pensei que fosse apenas para se entreter durante umas horas, mas foi pior que isso. É que no dia em que ela se foi embora daqui - dia em que eu contava desfazer-me para sempre do pequeno gato - na despedida pediu-me que tomasse conta do felino. Tal pedido colocou-me perante um dilema moral: se por um lado tenho receio de, quando regressar das férias, estar numa reunião de trabalho e que o gato comece a miar a pedir para ir mijar, ou para lhe coçar a barriga, por outro sei que se apagar o "Tareco" do meu iPad vou ficar com remorsos por não ter cumprido a minha promessa a uma criança de 7 anos.
A questão que coloco é: a partir de quando é eticamente correcto da minha parte desfazer-me do iGato? Ainda por cima anda por aí malta tão obcecada com os maus tratos aos animais, que tenho receio de que, se me desfizer do "Tom", comece a circular a minha foto pelas redes sociais com uma descrição do género "Esse monstro apagou o Talking Tom do seu iPad! Quem acha que lhe devemos cortar os testículos com uma lâmina de barbear põe 'like', quem acha que devemos roçar-lhe as costas com uma forquilha compartilha!"
Pior que tudo: a minha família já me começa a olhar de lado, apesar de terem conhecimento do motivo pelo qual o gato electrónico está no meu iPad. Olham-me com aquele olhar de "Já não tens idade para brincar com isso", mas eu não lhes ligo. Eu sei que, apesar de já ir no nível 8, não sou infantil.
Agora vou arrumar o Lego e perguntar à minha mãe se hoje à noite podemos ir ao Circo.