quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Quem quer saber do meu gosto musical, caraças?

A emigrante C. lançou-me este desafio sobre o meu gosto de musical, como se esta porra interessasse a alguém. No entanto, como estou em horário de trabalho, e cheio de merdas para fazer, decidi aceitá-lo. Além de que adoro responder a estes desafios que as Fashion Bloggers mandam umas às outras quando não estão a fazer compras nos saldos. Mas vá.

1. Qual o teu estilo musical preferido?
Indie. Daquele assim britânicozinho, sabes? Ui, até me pelo. Como gosto de bater o meu pezinho ao som de harmoniosas melodias Indie. Também gosto de algumas rockalhadas. Mas não vou dizer já quais, que aposto que me vais perguntar isso mais à frente. Já vi que são mais ou menos 150 perguntas, e eu nem estou em horário de trabalho nem nada..

2. Qual o teu cantor ou banda preferido?
Êh bicho, logo assim na segunda? Vou mandar-lhe com Radiohead. Mas tinha aqui muita alternativa boa na sacola, fica sabendo.

3. Qual o estilo musical que menos gostas?
Pronto, já chega. Já estou farto de falar a sério. Tentei, juro que tentei nas primeiras duas.
O estilo que menos gosto é aquele que passa aos Domingos à tarde na SIC e na TVI. Dá-me vontade de ir à cozinha buscar um ralador e começar a esfregar partes do corpo aleatoriamente.

4. Uma música que te fez chorar.
Além da "Tira a Mão da Minha Xuxa", da Bernardina com o Kanuco Zumbi? Há uma que "bate forte cá dentro" (Já percebeste que sou fã do Secret Story, não?) que é a .. do... não. Nada. Não há. Foi só essa da Bernardina. Se queres saber mais "tira bilheeeeete!" (Desculpa, não consigo parar..)

5. Uma música que marcou um momento na tua vida.
A Heart Skipped a Beat, dos The XX. Foi uma vez que fui ao cardiologista e ele disse-me que eu tinha extrassístoles. Sabes o que é, não sabes? Não és enfermeira? Então às vezes sinto que o meu coração salta uma batida. Então essa música, pelo nome, marcou-me muito. Ainda me marca às vezes. Penso sempre que estou para dar o peido-mestre mas é sempre falso alarme. Até ao dia..

6. Qual a música que andas a ouvir muito ultimamente?
São duas. A "All the Single Ladies" da Beyoncé, e a "Girls Just Wanna Have Fun", da Cyndi Lauper. É uma cena só minha.

7. Que artistas gostarias de ver ao vivo?
Gostava de ver a Adele para lhe chamar "gorda de merda"; gostava de ver o Anselmo Ralph para sentir a adrenalina de um meet ao vivo, já que o Colombo não me fica em caminho; e gostava de ver a Nicole Scherzinger. Esta última, preferencialmente, em topless numa praia paradisíaca em Mykonos. E depois ela dizia "Mykonos est Tukonos". Desculpa. Vá. Vamos. Siga.

8. Que música te lembra a tua infância?
A tua resposta a esta questão foi tão ridícula que vou deixá-la ficar para as pessoas a lerem.

"Ele é o Rei", dos Onda Choc. Da pré-adolescência "Stop" das Spice Girls. E da adolescência "Bohemian Like You" dos The Dandy Warhols.

Só faltou meteres Vengaboys em vez dos Dandy Warhols.

9. Uma música que melhora o teu humor.
A que sai do aspirador da minha vizinha ao Sábado de manhã. Solto logo um "Granda puta!" para começar o dia e é muito libertador. Depois, ao fim do dia, o Sporting empata em casa com o Paços de Ferreira e volta tudo ao mesmo..

10. O teu filme favorito em música de banda sonora?
Esta é difícil. O primeiro que me ocorreu foi o Titanic. Mas acho que vou ter de ir pelo "Adeus, Pai", aquele filme de 1996 que tem como banda sonora o single "Não vou ficar" dos Delfins.

11. Que tipo de música gostas de ouvir quando estás triste?
Quando estou triste não ouço música. Dispo-me, barro-me todo com Nutella e solto dois caniches cheios de fome para... enfim. Há um "mito urbano" na Internet que diz que já tem acontecido sair o Ricky Martin de um roupeiro quando as pessoas fazem isto. Mas acho que só funciona com manteiga de amendoim.

12. Em que momento ouves mais música?
Quando vou a um Festival de Verão. Até quando um gajo está a mijar se sente a batida. Também é o mínimo que se pode pedir quando se está 20 minutos numa fila para um urinol, a levar com cheiro a ureia e com conversas de bêbados..

13. Que música gostas de cantar em voz alta?
Esta é fácil. É aquela do anúncio da Fanta: "Porteeeeeeeiroooooo.. que não me deixas entraaaaaar!" Que, conforme já escrevi no Facebook, seria um excelente toque de telemóvel para o Nélson Évora pôr quando vai ao Urban.

Era só isto? Vá, boa continuação.
E não. Não vou nomear ninguém. Vamos deixar isto morrer aqui.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Campanha Agressiva contra Pessoas que Viajam Muito

Nas últimas semanas tenho reflectido sobre algo que me irrita bastante: o facto de existirem muitas pessoas que vivem acima das possibilidades. Não das delas, mas das minhas. Pessoas que ao longo do ano viajam para o estrangeiro, em lazer, mais do que uma vez, e que depois vêm para as redes sociais partilhar fotos para meter nojo a quem trabalha, ou a quem não tem disponibilidade financeira para viajar. 
Lembram-se daquela campanha agressiva que se fez durante o Verão contra o abandono dos animais? Devíamos fazer uma semelhante, mas direccionada para estas pessoas sem sentimentos. Algo do género:

"Com que então a viajar, han? Seu merdas!!! A publicar fotos nas redes sociais para meter nojo a quem trabalha e a quem não tem possibilidade de laurear a pevide como tu, meu rançoso ou minha pêga. Espero que o avião de volta se esbardalhe contra uma montanha, de tal forma que fiques com uma hospedeira entalada no cu, e que a porra do avião arda todo ao ponto de só te conseguirem identificar pelos dentes, meu seboso!"

E digo-vos mais: relativamente à greve da TAP no fim de ano, é uma pena que sejam só quatro dias. Devia ser um mês inteiro ou dois, que era para essa gentinha só voltar a pôr os chispes em Portugal quando já não lhes passasse pela cabeça voltar a viajar novamente. E espero que o voo de ida também se atrase e que passem a passagem de ano no aeroporto. No meio das malas. Tirem fotos a essa merda também que é para a malta se rir. E metam hashtags. Na peida.

Pronto, já desabafei.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Quem é que faz estes "Estudos" ?

Vamos lá a ver uma coisa.
Há mesmo pessoas que quando acordam de manhã, a vida delas é ir para um gabinete ler papelada que sustente teorias como: "A cerveja torna os homens mais inteligentes", "Comer chocolate emagrece" ou "As pessoas com mau feitio vivem mais tempo" ?
Há pais de família que se acham o Einstein por beberem meia grade de minis por dia? Há gordas deprimidas, tipo Jessica Athayde, a enfardarem tubos de Toblerone como se o mundo acabasse sexta-feira, para ver se ficam com a silhueta do Bruno Nogueira? Eu espero que não, pois a julgar pelo terceiro estudo que referi aí em cima, das pessoas com mau feitio, tenho duas ex-namoradas que vão viver até aos 185.
Esta semana já saíram mais dois estudos de merda: "Comer fruta e legumes todos os dias ajuda a ser mais feliz" e "As pessoas introvertidas não devem beber café".
Se comer banana e pepino trouxesse felicidade, a Erica Fontes era o Gustavo Santos. E se pessoas introvertidas como eu não bebessem café, as minhas entrevistas de emprego pareceriam o julgamento do Oscar Pistorius, mas comigo a chorar e sem a parte das próteses.
E é isto. Agora vou ali fazer uma pesquisa para perceber se há alguma relação entre a roupa interior cor de rosa e o cancro da próstata, ou se posso continuar a usar lingerie da Victoria's Secret.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Life Coach - Vol. II

Se há página de humor que sigo religiosamente é a do Gustavo Santos. Quando vejo as coisas que o Gustavo escreve, tenho sempre a sensação que estou perante um gajo que por ter lido a Tabuada do Ratinho acha que percebe de Álgebra de Linear. Só que com letras. O que é equivalente a alguém ler um livro da Margarida Rebelo Pinto e, só por isso, achar que sabe escrever como o Murakami. Se tudo fosse assim tão fácil, todos tocaríamos viola como a Mafalda Veiga, mas a verdade é que a música não se pode reduzir a dois acordes.
Quando olho para as frases do Gustavo - aquelas mãos cheias de nada - fico com a ideia que ele transforma uma frase feita, num poema apaneleirado por palavras difíceis que aprendeu ao abrir o Dicionário da Porto Editora em páginas ao acaso. 
Até que, no Sábado, acordei e pensei para comigo: durante um dia vou seguir os conselhos do Gugu!
Levantei-me da cama, liguei o computador, e abri a página do Gustavo, onde li o seguinte: 

Se te pedirem para fazer alguma coisa com a qual não te identificas, diz "NÃO"!
Se te convidarem para ir a algum lado e não te apetecer, diz "NÃO"!
Se te obrigarem a dizer alguma coisa na qual não acreditas, diz "NÃO"!
Se te exigirem o que não és e o que não gostas, diz "NÃO"!
Se te tentarem convencer a comer ou a fazer o que não queres, diz "NÃO"!
E depois vê lá se a tua vida não se torna mais positiva!
No dia em que decidires ser dono de ti, acabam-se as concessões de uma vez por todas.
Bom dia!

Segui os seus conselhos, ponto por ponto, e basicamente o meu Sábado foi assim:

- Tinha um email do meu Director Geral a pedir para lhe tratar de um assunto com o qual não me identifico, e respondi-lhe apenas "NÃO!" 
- Uma rapariga num Bar perguntou-me se eu queria ir até casa dela barrar-lhe as virilhas com Nutella e brincar aos caniches com fome, e eu disse-lhe "NÃO!" que a música estava boa no Bar.
- A meio da Missa no Sábado à tarde, quando o padre disse "Oremos", desatei a correr pela Igreja fora a gritar "NÃÃÃÃÃÃOOO!"
- A mesma miúda do Bar voltou a insistir para que fosse a casa dela. Prometeu vestir-se de cabedal e deixar-me dar-lhe chicotadas nas costas enquanto lhe chamava "Júlia Pinheiro" e eu disse-lhe que "NÃO!", que não gostava dessas coisas do bondage.
- Tive um jantar de família no qual comecei a gritar "NÃO!" feito parvo quando me meteram feijão verde no prato. 

Sabes no que deu, Gustavo? Deu merda. Fui despedido, dormi sozinho no fim de semana, a minha avó diz que nunca mais me quer como companhia para ir à Missa (nem a lado nenhum), e no jantar de família meteram-me um babete e uma chucha ao pescoço. Logo a resposta é "NÃO!", a minha vida não se tornou mais positiva.

Bom dia para ti também.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

11 de Setembro

11 de Setembro. 
Uma data que será sempre lembrada por causa dos atentados. Seja pelos do World Trade Center, seja por ser a data em que o atentado de Seleccionador Nacional que nós tínhamos foi finalmente enviado para a real meretriz que o deu à luz. Não sei se viram o jogo com a Albânia, mas foi uma experiência semelhante a enfardar uma caixa de Prozac enquanto se ouve um CD de Sigur Rós. 
Hoje foi também o dia em que o Oscar Pistorius foi ilibado de acusações relativas ao homicídio da ex-namorada. Sempre que penso neste gajo, lembro-me daquela piada de "a relação deles não ter pernas para andar". Mas também dou sempre comigo a pensar que não gostaria nada de andar a distribuir pizzas na zona de residência do Oscar. Qualquer gajo que toque à campaínha para lhe entregar uma Barbecue, está sujeito a ficar com os dentes chumbados.
É também hoje o dia em que finalmente deve ter passado a ressaca àquelas gajas de Erasmus que andaram a fazer striptease nos jardins da AAC na terça-feira à noite. Estudei quatro anos em Coimbra (3 + 1 de opção), e nunca tive o privilégio de ver por lá umas mamas a badalar. No meio da rua, claro. Em recintos fechados vi para cima de doze. Pares. 
Miúdas que vêm lá da casa do caraças mais velho, apanham-se com calor, packs de 7 finos a 5€, e umas colunas a passarem o "You can leave your hat on" do Joe Cocker, e estavam à espera do quê? Que elas se virassem para Meca e começassem a rezar? Ou que fizessem uma campanha de Free Hugs? Só se fosse com a patareca. 

- Knock Knock!
- Who's there?
- Mr. Pistorius, Telepizza!
CABUM!

sábado, 23 de agosto de 2014

Feijoada da Revista Caras

Ando desconfiado de que o Jet Set nacional também faz cocó. 
Não, não apanhei a Cinha ou a Lili a limparem o rabo numa casa de banho do Meo Spot, com papel higiénico Renova Folha Dupla (coisa de rico, papel de folha dupla). Li foi que a revista Caras organizou um jantar para essa malta que nasceu com os glúteos virados para o satélite natural, e tal não é o meu espanto quando reparo que a ementa da refeição, ao invés de composta por Filet Alto com Aligot, Cordeiro Marinado au Caffé Créme de Paris, ou Vol-au Vent com Creme de Camarão, foi composta por.. feijoada.
Logo, palpita-me que esta malta deve ter dois intestinos grossos: além daquele na cabeça, bem patente sempre que abrem a boca, devem ter outro igual aos nossos, que também ajuda a "digerir" repastos tão pesados quanto um manjar composto por feijão e enchidos. Nem consigo imaginar como terá sido o After Hours, mas calculo que não tenha primado pelo glamour...
Gabriel García Márquez diz, e bem, que "No dia em que a merda tiver algum valor, os pobres nascerão sem cu." Eu acrescentaria, se o Gabriel não se importasse, que nesse dia a fina-flor da sociedade começará a cagar de meia em meia hora..  
Que conversa de merda. Vou ali comer qualquer coisa.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

My Talking Tom

A minha prima instalou-me a aplicação "My Talking Tom" no iPad. De início pensei que fosse apenas para se entreter durante umas horas, mas foi pior que isso. É que no dia em que ela se foi embora daqui - dia em que eu contava desfazer-me para sempre do pequeno gato - na despedida pediu-me que tomasse conta do felino. Tal pedido colocou-me perante um dilema moral: se por um lado tenho receio de, quando regressar das férias, estar numa reunião de trabalho e que o gato comece a miar a pedir para ir mijar, ou para lhe coçar a barriga, por outro sei que se apagar o "Tareco" do meu iPad vou ficar com remorsos por não ter cumprido a minha promessa a uma criança de 7 anos.
A questão que coloco é: a partir de quando é eticamente correcto da minha parte desfazer-me do iGato? Ainda por cima anda por aí malta tão obcecada com os maus tratos aos animais, que tenho receio de que, se me desfizer do "Tom", comece a circular a minha foto pelas redes sociais com uma descrição do género "Esse monstro apagou o Talking Tom do seu iPad! Quem acha que lhe devemos cortar os testículos com uma lâmina de barbear põe 'like', quem acha que devemos roçar-lhe as costas com uma forquilha compartilha!"
Pior que tudo: a minha família já me começa a olhar de lado, apesar de terem conhecimento do motivo pelo qual o gato electrónico está no meu iPad. Olham-me com aquele olhar de "Já não tens idade para brincar com isso", mas eu não lhes ligo. Eu sei que, apesar de já ir no nível 8, não sou infantil.
Agora vou arrumar o Lego e perguntar à minha mãe se hoje à noite podemos ir ao Circo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Rokudenashiko

Enquadramento: esta notícia aqui.
A minha questão é: quem é que acorda um dia de manhã e pensa: "Agora apetecia-me ovos mexidos, sumo de laranja, e construir um caiaque com a forma da minha patareca!" Mais: quem é que quer ter um caiaque com a forma de uma vajaija? Vamos supor que, efectivamente, um dia destes eu acordava e me apetecia comprar um caiaque com a forma da vagina de uma nipónica. Acontece-me frequentemente. Onde é que eu me dirigia? Desconfio que não vendam disto na Decathlon. Outra questão: como é que se faz a manutenção de um caiaque em forma de vagina? É só lavar com água e puxar o lustro com Gino Canesten?
O mais estranho no meio desta história, é que a senhora conseguiu arranjar financiamento para andar com o projecto para a frente. Isto deixa-me com vontade de ir também iniciar uma campanha de crowdfunding para andar com um projecto que trago há anos na minha cabeça: construir um navio de cruzeiro, com a forma do meu pirilau, à escala real.
Segundo consta, o nome artístico da Senhora é "Rokudenashiko", que significa "rapariga que não serve para nada". Além de parecer o nome que uma tribo africana daria à prostituta da aldeia, é um bocado parvo, porque esta rapariga já provou que serve para alguma coisa. Nem que seja para ter ideias de merda. 
Se "o pénis é parte da cultura actual", e a ideia é fazer com que "a vagina deixe de ser assunto tabu na sociedade", nós podíamos emprestar a Erica Fontes aos japoneses por um mês e juntava-se o útil ao agradável: promovia-se a cultura e acabava-se com os tabus.