quarta-feira, 25 de junho de 2014

A Miúda da Nespresso

Hoje foi a primeira vez que me envolvi sentimentalmente com sushi. Foi a primeira vez que experimentei sushi à séria. Já tinha dado uma rapidinha com um rolo num restaurante japonês nas Amoreiras, mas na altura jurei para nunca mais. Hoje, quase ano e meio depois, apareceram-me oito rolos de sushi diferentes em casa. E comi. Devagarinho. Um bocadinho de cada um. Com aquele molho esquisito cujo nome não me recordo, mas que se assemelha a um grito de guerra do Bruce Lee.
Mas a verdade é que me sinto uma besta, porque simplesmente os comi. Ser apreciador de sushi é muito mais do que enfiar os rolos pela goela abaixo: é observá-los, tirar-lhes fotografias para espalhar pelas redes sociais, e depois então comê-los, lentamente, para saborear cada bocadinho.
No fundo podia estabelecer um paralelismo entre comer sushi, e a minha ida hoje à loja da Nespresso. Fui lá para comprar uma ou duas chávenas, mas fui atendido por uma menina tão jeitosa, que acabei por trazer um conjunto de quatro que me custou o triplo do que pensava gastar. Acho que se em vez das chávenas ela me tivesse tentado vender droga, um vale de desconto em cremes depilatórios, ou um T6 na Buraca, eu teria comprado. É que enquanto ela falava, eu nem a ouvia, limitando-me a olhar para ela como um apreciador de sushi olha para um rolo: observava-a, apetecia-me tirar fotos com ela para meter nas redes sociais, para depois então comê-la, lentamente, para sab... ok, acho que já perceberam.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Rebranding

Tenho andado com excesso de coisas para fazer. Aliado ao trabalho, o facto de fazer questão de deitar o olho a quase todos os jogos do Mundial - estou neste momento a preparar-me para devorar um apaixonante Honduras vs Equador - também tem contribuído para que a frequência com que tenho actualizado o blog seja mais reduzida. É também por falta de tempo que continuo solteiro. Apesar de ser um espectáculo de gajo, esteticamente bastante agradável à vista, a verdade é que o mais próximo de uma vida romântica que tenho neste momento, são aqueles dois minutos do meu dia em que vou ao Instagram ver as fotos da namorada do Ronaldo (estou a falar da Irina, não é do Jorge Mendes) e da Sara Sampaio.
Ando a pensar fazer um "rebrand" à página de Facebook do Blog. Inicialmente a minha ideia era apenas partilhar lá os textos que escrevo aqui, mas a verdade é que a página acabou por seguir outro rumo, fruto de a minha cabeça estar permanentemente a pensar em merda. Nesse sentido, agora parece-me um bocado estúpido a página chamar-se "Quimera The Blog". E como vocês são pessoas fixes, bonitas e criativas, pensei em pedir-vos sugestões de nomes. Têm? Não, não lhe vou chamar "Mimikas", nem vos vou dar 50€ pelo serviço de consultoria. 
E pronto, agora vou ali torcer pelas Honduras, que apostei 1€ em como ganhavam o Mundial. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Deus Nosso Senhor e os arredondamentos

A minha experiência de vida leva-me a crer que sou um anti-fashion blogger. Não quero com isto dizer que não gostasse de dançar samba na horizontal com algumas fashion bloggers da nossa praça, até porque as há por aí bem fofinhas. Aliás, das primeiras coisas que reparo numa gaja é a forma como se veste. Mas detesto fazer compras, detesto saldos, detesto lojas, e detesto modas.
No Domingo fui comprar uns sapatos. Sou esquisito para burro, pelo que no total de três sapatarias que visitei, só vi uns sapatos de que gostasse minimamente. Pedi para experimentar o 43, que constatei que me ficava apertado. Depois pedi o 44, e ficava-me largo. Não é a primeira vez, nem a segunda, que me acontece: foi a terceira. Está cientificamente comprovado que o meu número deve ser o 43,5.
Quando tirei pela última vez Bilhete de Identidade, media 1,83m. Posteriormente, quando tirei o Cartão de Cidadão, e embora não estivesse já em fase de crescimento, media 1,84m. Ora, isto faz-me acreditar que a minha altura real deve ser de 1,835m.
Com isto chego à brilhante conclusão de que Deus me fez com a máxima precisão possível. Ao milímetro. Mas se por um lado soube ser tão meticuloso na altura de esboçar os contornos dos meus pés e da minha altura, a verdade é que quando foi para fazer outras partes do meu corpo, ele não teve mãos a medir na hora de me dotar. Foi tudo à grande e à francesa.

                                                          #PublicidadeEnganosa    

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dar pérolas a porcos

Porquê este título no post, perguntam vocês.
Primeiro que tudo, porque é estúpido em si mesmo. Ninguém dá pérolas a porcos. Seria estúpido abordar um leitão para lhe dizer que lhe vamos enfiar um espeto de ferro do cu à boca, mas que lhe compramos um colarzinho de pérolas para atenuar o sofrimento, e para que fique mais bonito enquanto está a dar voltas a assar. A única forma de um porco ter em sua posse uma pérola, é se entrar por uma marisqueira a dentro e desatar a mamar ostras de empreitada. E mesmo assim não é certo que aconteça. Mas pronto, já me perdi. 
Este título vem a propósito do (suposto?) cancelamento do programa "Melhor do que Falecer", da TVI. Eu confesso que não sou particular entusiasta de tudo o que o Ricardo Araújo Pereira faz (e diz), mas a verdade é que meter um programa dele no horário nobre de um canal em que o público-alvo está habituado ao humor "Batanete" e do "Prédio do Vasco", é em si mesmo "dar pérolas a porcos". 
Quem segue com relativa proximidade o trabalho do RAP, facilmente percebe que o MQF surgiu quando se introduziu numa Bimby um bocadinho de "Gato Fedorento" e um bocadinho de "Mixórdia de Temáticas", se seleccionou 5 minutos/Varoma/Velocidade 3, e voilá.
Por isso, não era necessário ser um génio para perceber que a equação "Público do Gato Fedorento + Público das Manhãs da Comercial  Público que está à espera das Telenovelas da TVI."
Imaginem uma senhora de 80 anos, numa aldeia do interior, a ver pessoas a atirarem-se de cima de um prédio no episódio piloto, ou a ouvir a teoria de que deveria ser construída uma via para ciclopes (ciclopevia) em Lisboa, quando a única coisa que lhe interessa saber é se o Padre da "Belmonte" vai abandonar a paróquia por amor a uma miúda de 25 anos.

Portfólio

Há dias, em conversa com um amigo, este sugeria-me que criasse um portfólio com os textos que já escrevi nos blogs por onde passei. Segundo ele, este facto poderia jogar a meu favor quando, no futuro, me candidatasse a determinadas ofertas de emprego, nomeadamente na área da Comunicação. Ora, o que se depreende daqui é que até os meus melhores amigos me desejam ver ser enxovalhado. Imaginar o cenário de comparecer numa entrevista de emprego, com um portfólio de textos sobre os cascos da égua minha vizinha de cima, ou sobre recolhas de tampinhas para pôr uma banda gástrica na Adele, é coisa para me fazer corar mais, do que imaginar a Sara Sampaio a pedir-me para lhe passar protector solar nas nádegas, numa praia de Miami. Por norma não vou nervoso para entrevistas de emprego, mas a ideia de entrar num gabinete, com três anos de baboseiras metidos num portfólio, e esperar que me ofereçam um salário ao fim do mês por causa disso, é um optimismo semelhante ao de 90% dos jovens que compram preservativos antes de irem para a viagem de finalistas, e que acabam a estadia em Lloret del Mar a utilizá-los como balões de água que atiram da varanda do Hotel.
Resumindo e baralhando, mais depressa aparecia numa entrevista de emprego vestido com uma lingerie da Victoria's Secret, ou com um vestido do guarda-fatos da Joana Vasconcelos, do que com os textos que já escrevi debaixo do braço, sob forma de auto-atestado de estupidez. Acho que a vergonha seria menor.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Viagens de Comboio

Andar de comboio é sempre uma experiência fascinante. Então as viagens de Regional, que pára em todas as estações e apeadeiros, é capaz de ser uma experiência mais aterrorizadora do que ouvir um CD da Mafalda Veiga do princípio ao fim. Desde gramar com uma carruagem cheia de escuteiros aos berros, a indivíduos que se barricam na casa de banho do comboio para não pagarem bilhete, a gente que tenta parar o comboio de peito (sem sucesso), a tunas em que o grau de alcoolemia dos seus membros é coisinha para fazer inveja ao Jorge Palma num concerto, já apanhei de tudo. Mas nas viagens de comboio existem dois tipos de personagens que me fascinam particularmente.
O primeiro tipo são os pica-bilhetes. Não, não lhes chamo "revisores". Se os homens do lixo não são "colectores de resíduos" e se as prostitutas não são "profissionais da indústria sexual", também não vou dobrar a língua para falar destes senhores que - sem querer ferir susceptibilidades - têm um trabalho menos nobre que o dos homens do lixo. Que o das prostitutas já é mais discutível. Eu gosto do trabalho delas. 
Acho que os pica-bilhetes só deviam trabalhar três ou quatro horas por dia, como os controladores de tráfego aéreo. É que aquilo além de ser uma profissão que exige um elevado grau de concentração, é igualmente uma profissão de desgaste rápido. Entre calos nas mãos de picar tanto bilhete, a calos nos pés de tanto palmilharem as carruagens, e a calos nos tomates de tanto os coçarem, os picas deviam ter mais regalias. E ganhar mais. E ter uma comparticipação especial, ao nível do Serviço Nacional de Saúde, em todas as especialidades que tratem calos.
O segundo tipo de personagens que me fascina, são aquelas idosas que fazem bordado em ponto cruz. Como é que alguém com 115 anos, com 23 dioptrias em cada olho, que muitas das vezes só consegue reconhecer os familiares à apalpadela, e que treme mais do que o Cardozo a marcar um pénalti, consegue fazer aqueles bordados nos naperons, cheios de pormenores microscópicos, com o comboio em movimento? 

Pensem nisso.
* Texto retirado do Blog antigo.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Das palavras mal pronunciadas

Estava aqui sentado no meu sófá, a pensar no que haveria de escrever, e passaram-me um cem numbaro de temas pela cabeça. E a escolha acabou por recair num tema que a Rosa Cueca abordou hoje no Facebook do Blog dela: Runiões da Tupperware. Vá, é mentira. O tema foi o dos cidadões que pronunciam mal algumas palavras da língua portuguesa.
Abri uma cerveja (isto só funciona com gasoil), trinquei a minha sandes de mortandela, passei uma véstoria aos canais da TV, e como não estava a dar nada de jeito, tirei o borboto do meu imbigo, ajeitei os ócles, e meti mãos à obra.
Mal comecei a escrever, voceses não imaginam o que me aconteceu: deu-me uma cambria. A sério, grunhi para aqui que nem um porco em plena matança! E depois pensei: estou sozinho em casa, a gritar que nem um maricas, com a minha tshérte da Hello Kitty vestida. Estou a três gatos e um DVD do Diário da Nossa Paixão de distância de me tornar num rabeta da pior espécie, daqueles que comem seladas com paterrabas e bebem sumos detox. Eu sei que cada um usa o rabo como quer, mas, destrocando por miúdos, antes queria ter o meu cheio de almerródias, do que a jogar na mesma equipa que o Carriço. 
Enxuguei as lágrimas. Olhei para a TV e estava a dar o sorteio do Euromilhões. Peguei numa caneta para resistar os numbaros. Saiu o dezasseis. E a seguir o treuze. Nunca jogo no treuze. Puta que pariu as subrestições e mais o azar que não me deslarga.
Pensei para comigo: vou ter de me enterter com outra coisa qualquer. Mas o quê? E disse para mim mesmo: "Pedro! Estás poribido de ir outra vez gastar dinheiro a comprar artigos em sexshops online!" 
E prantes, aqui continuo no sófá, embrulhado nos meus pensamentos. Sabem, um dia hei-de ter uma vivenda germinada. Paredes meias com a da Sara Sampaio ou com a da Catarina Gouveia. Ou, quem sabe, com ambas as duas. Sigo-as no Instagram e fazem-me sorrir muitas vezes. E nem é pelas parteleiras! É mesmo pelas fotos que publicam das viagens, a lember gelados, ou a comer cachorros cheios de batatas, çabolamarionese (é só castrol, oh meninas!). E não, desqueçam lá essas ideias de que elas são "areia a mais para a minha caminete", porque voceses não sabem nem o tamanho do meu camião TIR, nem o da garage delas. Ou julgam que eu só consigo conquistar garotas de pograma?
Ah, e ainda falta um promenor. Prontes, agora já não falta. Já está tudo. Agora vou dormir, antes que tenha um ataque epilétrico por estar tanto tempo seguido ao computador. E tenho de despir a tshérte da Hello Kitty e vestir um pijama mais quente, que já estou para aqui a espilrar.

* As palavras sublinhadas foram sendo adicionadas ao texto original, por sugestão na caixa de comentários ou no Facebook do Blog. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Provadores de roupa

Eu não gosto de ir às compras. E quando as compras implicam a aquisição de roupa para este corpinho escultural, pior um pouco. Embora ir às compras sozinho não seja uma experiência tão cansativa quanto ir às compras com uma gaja, a verdade é que prefiro ter uma dor de dentes, do que ter de sair de casa para ir comprar calças. Mais do que o trauma de ter de me despir cada vez que quero experimentar uma peça de roupa numa loja, tenho trauma com os provadores. Quem desenha grande parte dos provadores das lojas de roupa, devia levar com um pano encharcado em merda na cara. Primeiro, porque partem do princípio que as pessoas que ali vão entrar têm em média 1,25m de altura. Para uma bestinha como eu, de 1.84m, tentar despir uma camisola num provador, é coisa para ter o mesmo aparato de meterem uma gorila com o cio dentro de uma casa do Portugal dos Pequenitos. 
Mas como se este desafio não fosse por si só suficiente, ainda existem aqueles provadores em que um gajo, além de não ter sítio para pendurar a roupa, também não tem sítio para se sentar. No fundo é como estar na solitária, mas sem sequer ter uma bacia para fazer as necessidades. Caros senhores: eu já não atiro roupa para o chão desde que me deixei de "dar" com as estudantes de Erasmus na Faculdade, pelo que não estou disposto a abdicar das minhas boas maneiras só por causa de um casaco de malha da Salsa, vale?

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Parabéns! *

Não sei se o universo está preparado para levar com a teoria que vou apresentar, por isso é melhor meterem um capacete antes de lerem as próximas linhas. E uma vez que dizem que a minha parvoíce contagia, podendo até engravidar, espero que as senhoras que me lêem andem a tomar a pílula, já que a informação com que as vou penetrar de seguida é digna das melhores revistas de investigação científica. Aos cavalheiros não vou penetrar, por uma questão de princípios e gostos pessoais.  
A minha teoria é a seguinte: o nível de proximidade que temos com alguém, é proporcional à quantidade de caracteres que essa pessoa nos dirige no dia do nosso aniversário. 
Pronto, já está. Magoei? Exemplos práticos com SMS/Mensagens via Facebook:

- A pessoa que não diz nada, obviamente não tem proximidade nenhuma ou então não passa de uma vaca (ou boi) mal criada(o).
- A pessoa que diz "Parabéns", é aquela que conhecemos algures não sabemos bem de onde, e que só contacta connosco no nosso aniversário porque o Facebook a avisa, e para quem o gesto é apenas uma obrigação moral imposta pelas novas tecnologias.
- A pessoa que diz "Parabéns!" (com ponto de exclamação), é aquela que volta e meia mete um 'like' numa publicação nossa, mas com quem nunca estamos ou conversamos.
- A pessoa que diz "Parabéns! Temos de ver se combinamos alguma coisa..!", é aquela pessoa com quem no passado tivemos proximidade, mas que presentemente já não temos interesse em que faça parte das nossas vidas, ou andamos a evitar.
- A pessoa que diz "Parabéns cabrão! Tás velho com'ó c**alh* ! Vê lá se dizes alguma coisa para a malta beber um copo e ir ver umas mulas!", é um ex-colega de Faculdade que provavelmente continua solteiro.
- A pessoa que diz "Parabéns! Estás cada dia mais lindo! Espero que sejas feliz e que o realizar dos teus desejos seja uma constante que paute o longo caminho que será a tua vida!", é a nossa mãe, pai, tia ou avó.
- A pessoa que diz "Pedro, és lindo, foste a melhor coisa que me aconteceu. Quero voltar a barrar-te com manteiga de amendoim e a lamber-te como um Cornetto", não entra para esta teoria. É de outra história.

Moral da história: em 95% das mensagens de "Parabéns" que enviamos ao longo do ano, damos connosco a pensar "Bem, o que é que hei-de escrever?". Mas quando essa mensagem é para um grande amigo ou familiar (os restantes 5%), as palavras nunca faltam. 

E sim, fiz anos na semana passada e vocês nem ai nem ui. Hão-de cá vir, minhas bestas. 

* Texto retirado do Blog antigo

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fantástico, Melga!

Pronto, é oficial: as putas das melgas chegaram. Há lá bicho mais irritante?
Dizem que as melgas picam umas pessoas mais que outras, por isso quero desde já aproveitar para agradecer a Deus, por ter feito de mim aquele 1 em cada 10 em quem as melgas arrefinfam o ferrão nem que eu tome banho em Raid Casa e Plantas.
Desde logo elas irritam porque são tão interesseiras quanto os turistas ingleses no Algarve: só aparecem em grande quantidade quando vem o calor. Se fizerem um zoom ao microscópio, aposto que as melgas até têm a marca do escaldão nas costas, usam sandália com meia branca, e deixam as filhas a dormir em casa quando vão jantar ao restaurante do aldeamento. 
Depois, porque para nos chupar sem pedir autorização, já chega o Governo nos impostos. Acho que se deve abominar um bicho que espera propositadamente que nós estejamos para adormecer, para desferir vôos rasantes a fazer aquele zumbido irritante que todos vós tão bem conheceis, e que certamente já vos fez iniciar diversas caçadas a meio da noite. Alguma vez as ouviram fazer este barulho durante o dia? Claro que não. Elas esperam pela noite para nos pousarem no ecrã do computador ou da TV, feitas putas, e depois levantarem vôo e fazerem um gajo andar com cara de psicopata, com a Nova Gente dobrada ao meio na mão, a olhar para tudo quanto é parede. 
Por último, irritam porque quando lhes limpamos o sarampo, enfiando-lhes com um chinelo (ou com a Nova Gente) pelo trombil a dentro, ficam espapaçadas no sítio do homicídio, mergulhadas numa poça de sangue que nos caga por completo as paredes. Aposto que elas quando morrem, mesmo já espalmadas na parede, estão ainda assim a fazer-nos aquele gesto obsceno, que se faz com o dedo médio, a mandar-nos para o...
Grandes putas. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Bacalhau com grelos

Há coisas no Facebook que me transcendem. São tão espertos para me sugerirem publicidade que vai de encontro aos meus interesses, mas por outro lado são tão trapeços na hora de me sugerirem miúdas para adicionar e seguir, que possam vir a ser as mães dos meus filhos.
Eu, que sou um bichinho requintado, se tivesse que escolher um perfil de gaja para me recomendar, seria algo do género: "Morena, de olhos verdes, entre os 25 e os 32, a partir de 1,70m, com classe, e cerca de 500 amigos." Já o Facebook, entende que o perfil indicado para mim são "Badalhocas mamalhudas, entre os 15 e os 18 anos, que tiram selfies a fazer cara de pato, e com cerca de 35 mil seguidores". Ora, se o tipo de gajas que me interessa fosse este, já me tinha ido entregar à prisão da Carregueira, e estaria neste momento a brincar ao quarto escuro com o Cruz e o Ritto. A menos que haja ali alguma coisa que não bate certo, o Facebook vê-me como uma espécie de Rei Ghob, mas sem aquela parte de ter uma casa a fazer lembrar a Alice no País das Maravilhas, para onde atraio crianças oferecendo-lhes chupa-chupas do Noddy. 
Por isso, oh Zuckerberg, vê lá se fazes alguma coisa por mim, ou então corres sério risco de eu trocar a tua redezeca social, com meia dúzia de utilizadores, pelos classificados do Correio da Manhã. Ao menos lá, quando vejo um perfil, já sei ao que é que vou. Sim, porque desconfio que uma gaja que se descreve como "Jovem Safadinha Envolvente Sexy Oral Prazer de Grelo" não me vá propriamente convidar para ir comer sushi. No máximo é bacalhau. Com grelos.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Condescendência

Foi há sensivelmente um ano atrás que isto aconteceu. Estava eu em Santa Apolónia, a fazer tempo para apanhar o comboio, e entrei num café que existe dentro da estação. Quando me encontrava na fila do pré-pagamento, entrou um senhor, invisual, com uma bengala. Entrou café a dentro, em passo apressado, com a bengala 'a dar a dar' de um lado para o outro, à procura de objectos no caminho dos quais se desviar, mas a primeira coisa que encontrou no raio de acção da bengala foram as pernas de uma senhora. A senhora olhou para ele, com ar indignado, mas ao ver que ele era cego nada lhe disse. E ele continuou, a "varrer" com a bengala, acertando em mim de seguida: primeiro na minha mala, e depois também nas pernas. Também eu olhei para ele e nada lhe disse. Afinal de contas, ele era cego.
Durante alguns dias pensei naquele episódio. E cheguei à conclusão de que, apesar de ter sido o cego que entrou café a dentro com a bengala em riste, a varrer de um lado para o outro, as verdadeiras bestas quadradas foram a senhora e eu, que levamos com as bengaladas nas pernas e não abrimos a boca. E porquê? Porque este silêncio, esta condescendência do "Não lhe vamos dizer nada porque ele é cego", acaba por ser em si mesma uma atitude discriminatória. No fundo significa "Não o vamos tratar como um igual, porque ele é diferente". Não o vamos mandar para a puta que o pariu, porque ele é cego.
Onde quero chegar com isto? Ao que se passou na edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, em que uma Europa que atravessa uma fase delicada, teve receio de ser acusada de discriminar um travesti, e votou em massa numa música só porque a cantora tinha barba rija. 
A questão que coloco é: esta condescendência para com uma minoria (os travestis), ao invés de a julgar em igualdade de circunstâncias com o restante todo (neste caso, os concorrentes dos outros países), não é em si mesma um acto discriminatório? Não terá sido uma espécie de "Vamos votar na Conchita, só para mostrar que não somos preconceituosos?" Não é igual a não mandar o cego para a puta que o pariu, só porque ele é.. cego? Ou será que a música da Áustria era, de facto, assim tão melhor que as outras? Se acham que era, peço desculpa por vos ter roubado estes três minutos de vida. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

"Turismo" em Ponte de Lima

Viram o que se passou hoje em Ponte de Lima, com um painel electrónico de promoção do Turismo? Uns malandrões meteram o dito cujo a passar pornografia, no meio de uma Praça, e, segundo consta, os populares que se aproximaram para ver aquele "espectáculo" não arredavam pé! Palpita-me que hoje o stock de Viagra vai esgotar no distrito de Viana do Castelo, e que algumas senhoras de idade vão finalmente voltar a pegar em coisas compridas e rijas que não as enxadas. Eu acho que a Câmara Municipal de Ponte de Lima deveria aproveitar o que se passou para atrair turistas. Lembram-se daquele slogan do Turismo de Portugal que era "Vá para fora cá dentro"? Podiam adaptá-lo. Espalhavam imagens da Erica Fontes, descascada, de perna aberta, com um cartaz a dizer "Venha-se para fora, cá dentro", e iam começar a haver mais peregrinações a Ponte de Lima, do que a Fátima no 13 de Maio. E sim, também iria haver quem "peregrinasse" de joelhos, ou com "paus grandes" na mão, pois a minha ideia era construir em Ponte de Lima um "santuário" do género do Red Light District, em Amesterdão. Já estou a ver o Nuno Eiró a entrevistar idosas para aqueles programas de Domingo à tarde, a perguntar-lhes se tinham ido ali ao Festival da Lampreia, e as velhinhas a dizerem que não, que tinham ido para ver o espectáculo de um indivíduo do Senegal, a escavacar duas gémeas tailandesas. Pessoalmente, até me dava jeito que andassem com esta ideia rapidamente, porque recebi hoje o reembolso do IRS e estava capaz de ir investir nisto. Em "Turismo".

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sabrina vs Sandália e Meia Branca #2

O post anterior fez-me acreditar novamente no amor. Foram especificamente os comentários que vocês lá deixaram que me fizeram acreditar que "a tal" pode andar por aí. Passo a explicar: eu não tenho muita paciência para gajas mal dispostas, nem para pãezinhos sem sal. E a verdade é que as senhoras que comentaram o post anterior, revelaram ter a mesma sensibilidade de um pescador das Caxinas, ou do tubo de vaselina que tenho aqui na mesa de cabeceira. Num post em que eu falo de sabrinas e do desaparecimento da Maddie, todas optaram por comentar a parte das sabrinas. Acharam mais importante que eu percebesse quais os benefícios da utilização de um tipo de calçado, do que fazer-me entender que não se brinca com assuntos tão sérios como o de um casal inglês que limpou o sarampo à filha, numas férias no Algarve, só porque ela não queria usar meia branca. E é precisamente isso que vos torna tão especiais, e que me faz acreditar que mais vale ter dez ou quinze 'leitoras comentadeiras' como vocês, do que três autocarros cheios de meninas de coro, que ficam ofendidas quando eu escrevo sobre trânsito intestinal. Vocês são mulheres de barba rija, que estão preparadas para suportar piadas sobre espancamento de focas bebés, ou sobre os benefícios da violência doméstica quando praticada com jeitinho.
Honra seja feita ao único comentário masculino, o do camarada Nunes, que foi a excepção à regra: optou por falar sobre a Maddie. Provavelmente porque ele (ainda) não usa sabrinas. 
E agora o último a meter like na página de Facebook do Blog é um ovo podre.
E não, o tubo de vaselina não é para nada isso.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sabrina vs Sandália e Meia Branca

Sabem o que é que me indigna mais ainda do que ter 24 amigos que gostam da página da Mafalda Veiga no Facebook, ou do que ver um cachalote de leggings a subir umas escadas à minha frente? Ver gajas de sabrinas. Eu sei que 85% das pessoas que lêem esta tentativa de Blog são mulheres, e que desse público provavelmente 97% usam sabrinas, mas a seguir a umas Crocs, são a coisa mais desenxabida que uma mulher pode meter nos pés. As sabrinas têm tudo para ser más: são esteticamente feias (aquele laçarote à frente faz-me sempre lembrar os sapatinhos que a Heidi deve usar no meio das montanhas quando vai comprar pão); são pouco higiénicas (com 30º, usar um calçado assim sem meias, deve ser coisa para fazer os pés chegarem ao fim do dia a cheirar a queijo da serra), além de que duvido que sejam confortáveis e seguras (são tão finas, que se pisarem um prego com elas, vão sangrar mais do que uma galinha num arroz de cabidela). 
E agora apetece-me falar sobre a Maddie. "Ah, mas o que é que a Maddie tem a ver com sabrinas?" Nada. Então a rapaziada da Scotland Yard vem para o Algarve fazer "escavações" para ver se encontram a miúda? Durante o Inverno investigam teses de rapto, para não terem de tirar a peida do escritório, mas no Verão arranjam sempre uma tese de merda para vir para o Algarve apanhar sol. Se estão à espera de encontrar um esqueleto de um metro e vinte, de sandália com meia branca, podem tirar o cavalinho da chuva. Continuo a acreditar naquela teoria dos que dizem que a miúda já foi avistada em tanto sítio, que a Scotland Yard devia abandonar a tese de homicídio e apostar na tese de InterRail.
E não. Deixem-se de merdas. As sabrinas não são confortáveis. Mal por mal, antes sandálias com meia branca. À turista britânico. Estamos juntos, Madeleine!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

#somostodosgordos

Às vezes sinto-me sozinho. Antigamente havia mais gente como eu: gordos, feios, que passam o dia inteiro ao computador a ver pornografia, e que só saem de casa para ir comprar porcarias para comer, ou revistas com artigos sobre Diablo e World of Warcraft. Agora sou só eu. As restantes pessoas da Blogosfera são magras, giras, e escrevem textos sobre moda, jogging, dietas, ginásios e sumos com consistência semelhante à de um pacote de Cerelac misturado com três colheres de sopa de água. E eu para aqui continuo, a embadochar, dia após dia. Estou uma bola. Estou muito gordo. Tão gordo que a minha respiração fica ofegante só do esforço de coçar os tomatinhos meia dúzia de vezes ao dia. E vocês aí, todos giros e elegantes, cheios de corridinhas e ginásios e suminhos. Como eu gostava de também poder gritar aos sete ventos que sou um pão heterossexual, apesar de fazer aulas de Zumba dois dias por semana, e de usar calças de licra para correr. Invejo-vos. Mas um dia isto vai acabar. Um dia vou deixar de me empanturrar em merda e vou ser delgadinho como vocês. Sim, um dia também hei-de ter o colesterol abaixo dos 400. E deixarei de beber cerveja da parte da manhã, e de enfardar pacotes de Pringles o dia inteiro. Um dia vou ser como vocês. Um dia. Aliás, eu gosto tanto de comer, que tenho pena que não tenham atirado com uma cabeça de leitão assado, ou uma travessa de cozido à portuguesa, ao Daniel Alves. É que eu não me contento com uma banana. Sabe-me a pouco. Bananinhas é para vocês, maltinha do ginásio, que bebem iogurtes para regular o trânsito intestinal porque não podem dar puns. Eu não. O meu trânsito intestinal bem pode parecer a segunda circular em hora de ponta, que eu vou-me estar a cagar. Para isso.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Spoiler: este post acaba no fim.

Vamos lá a ver se a gente se entende: aquela merda de irem para as redes sociais, logo à segunda-feira de manhã, contar quem é que pegou sífilis a quem no Californication, ou quem é que foi decapitado no Game of Thrones no Domingo à noite, não tem jeitinho nenhum. Zero. Não tem ponta por onde se lhe pegue.
"Ah, mas o King Joffrey emborcou um copo de tinto envenenado, que até lhe iam saltando os olhos das órbitas.." - Guardem para vocês, amigos. "Ah, e o Hank Moody, que afinal tem outro filho?" - Menos rapaziada, menos. Gostavam que no dia do vosso casamento, o Padre, após comunicar com o Divino, vos anunciasse que daí a dois meses o vosso recém-marido já vos iria estar a meter os palitos com a instrutora de Ioga do 4º Esquerdo? Ou que vos dissessem que a loira boazona e bem cheirosa com quem começaram a sair, vai afinal começar a sofrer de prisão de ventre crónica daí a umas semanas? Isso de fazer spoilers depois de ver as coisas é muito fácil. Difícil é acertarem como é que se vai chamar o filho da Mafalda e do Kapinha. Aliás, quero aproveitar para louvar a iniciativa do casal, porque se o Djaló e a Luciana tivessem feito o mesmo, talvez ainda tivéssemos chegado a tempo de evitar que baptizassem os filhos com nomes científicos de plantas carnívoras. 
Só para me vingar das pessoas que me brindam constantemente com spoilers, cá vai disto: este fim de semana vi os dois volumes do filme "Ninfomaníaca", e é sobre uma gaja que é viciada em sexo. Inchem! Gostaram? É bom não é? E agora estão alguns de vocês a pensar: "Ah, oh Pedro.. já tinhas escrito essa no Facebook do Blog!" Lá está: não se riram porque já sabiam como acabava a piada, não foi? É mais ou menos o que acontece às outras pessoas quando vocês escarrapacham spoilers no mural do Facebook.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Faltam 58 dias (e uma Geleira) para o Verão *

Faltam menos de dois meses para o Verão, por isso acho que deviam começar a pensar em emagrecer. E em comprar as vossas geleiras. Sim, estou a falar daquele objecto azul cueca, que os emigrantes e as típicas famílias tugas, em que o pai tem bigode farfalhudo, usam. E porquê? Por diversos motivos.
O primeiro motivo é porque, se no percurso até ao local da praia onde pretendem arrefinfar os glúteos na areia se sentirem fatigados, a geleira serve perfeitamente para alaparem as vossas bundas esculturais em cima dela e descansarem as varizes. Depois, porque na geleira podem guardar e transportar todos os objectos que levam para a praia: desde toalhas, a raquetes, bolas, livros, os vossos filhos ou irmãos mais novos, tudo cabe numa geleira. Mas não só: a geleira é igualmente adequada para quem leva revistas e jornais, uma vez que faz com que as notícias sejam permanentemente frescas.
Além disso, a utilização da geleira faz com que não se sinta preocupação em abandonar a toalha para ir ao banho, uma vez que não há qualquer problema de se deixarem carteiras, telemóveis, óculos e outros objectos de valor no interior da mesma. Acham que algum larápio é suficientemente bimbo para roubar uma geleira e desatar a correr praia fora? Qualquer indivíduo que preze a sua masculinidade, prefere ter de andar com uma tanga de leopardo a vender pepinos numa praia do Algarve em Agosto, do que ser apanhado a correr com uma geleira na mão.
Por último, para quem faz campismo nas férias de Verão, a geleira é também um excelente contraceptivo, uma vez que se tiverem uma dentro da tenda, a probabilidade de "facturarem" é bastante mais reduzida.
E por fim, algumas mentes menos criativas dizem que também dá para transportar alimentos e bebidas. Mas isso é um bocado parvo. Eu acho.
* Texto retirado do Blog antigo. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Diz-me como falas ao telemóvel, dir-te-ei quem és!

Não simpatizo com pessoas que falam alto ao telemóvel. Sim, estou a falar daquele tipo de gente que acha que deve utilizar na conversação um nível de decíbeis proporcional à distância a que o receptor está de si. O que acaba por suceder, é que a pessoa fala para o telemóvel como se tal objecto fosse um idoso octogenário sem aparelho auditivo, fazendo inevitavelmente com que todas as pessoas à sua volta ouçam a conversa.
Acontece que se eu quisesse saber da vida dos outros, lia aquele tipo de revistas que vocês, pessoas simples e pouco instruídas, tanto apreciam, e que para alguém letrado como eu, não passam de literatura para arrear o calhau. Arrear o calhau.. no pinhal. Porque em casa sempre tive papel higiénico, e nunca precisei de limpar o meu escultural rabo a uma página de revista que dê conta do novo hit musical de uma ex-concorrente da Casa dos Segredos, com um indivíduo africano. O meu rabo merece melhor que isso. Merece um papelinho mais suave, e de folha dupla. Vá, agora parem lá de pensar no meu rabo. Ladies, hold your orgasms please!
Eu pertenço a outro leque de pessoas quando falo ao telemóvel: àquelas que percorrem para aí 8 Km’s, às voltas, de um lado para o outro, enquanto estão a falar com uma pessoa que está a 2 Km’s de distância, em linha recta. O que, vendo bem as coisas, também é um bocado parvo. Não sei porque é que isto acontece. É instintivo. E ao mesmo tempo uma questão de respeito pelo objecto, já que ele se chama “telemóvel” e não "telenãomexasapeida". Mas é igualmente uma questão de saúde e bem-estar. Senão vejamos: se vocês fizessem o mesmo, talvez estivessem um bocadinho mais magros. Sim, porque com esses bandulhos a que chamam "barriguinha", bem podem andar duas vidas a mamar daqueles sumos de espinafres com kiwis, que a coisa não vai lá.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os estupefacientes (des)entopem a veia criativa?

A Publicidade está em todo o lado. Da televisão ao email, passando pela caixa do correio e mais recentemente até pelos vídeos na internet, é difícil concebermos uma hora da nossa existência sem de alguma forma sermos confrontados com publicidade. Para quem consome pornografia, às vezes pode até tornar-se bastante desagradável, porque ao estar uma pessoa pronta para ver o vídeo de um um rapaz do Zimbabué a escavacar duas gémeas suecas, aparece um anúncio a medicamentos para regular o trânsito intestinal a dar cabo do clima.
Mas existem alguns anúncios que ficam mais na retina do que outros. E há uma marca que a mim me fascina particularmente. Agora é aquela parte em que vocês, pessoas eruditas e entendidas em matéria de Publicidade, estão a pensar que falo da Optimus, da PT ou da Vodafone. Mas não. Estou a falar da Milka!
Vacas lilases a pastarem nos Alpes, é coisinha para me deixar a pensar que os escritórios da Milka devem ser uma espécie de Woodstock dentro de quatro paredes. Por que raio é que o símbolo de uma marca de chocolates é uma vaca lilás? Provavelmente, porque na altura dos sócios escolherem a imagem da empresa, tinham posto pouco tabaco e a "cena" estava a bater muito. E quase que aposto que o processo criativo da imagem da marca "A Vaca que Ri" não deve ter sido muito diferente, havendo uma única nuance: é que aí a vaca também fumou.